Dúvidas

Chegou aquele momento que já esperava. Caiu a noite, sento-me no meu quarto em frente ao computador, a ouvir música e penso em questões existenciais.

Porque é que os amores são sempre tão complicados? Porque razão é que duas pessoas que se amavam, deixam de se amar? Será que a linha que separa o amor do desprezo é assim tão ténue?

Todas elas perguntas sem resposta, talvez procure incansavelmente pelas respostas, mas é inútil, pois sei que nunca as vou encontrar.

Está decidido, vou ficar quedo, no meu canto, ser feliz com aquilo que tenho. Uma sobrinha maravilhosa; sinto quase uma certa paternidade por ela, derreto-me completamente quando brinco com ela, mudo-lhe as fraldas com prazer, dou-lhe de comer com um sorriso nos lábios.

Vou deixar de procurar aquilo que procurei durante tantos anos, o amor que venha até mim, estou cansado de vaguear em busca dele.

Ha, falar é tão fácil… Todos os meus neurónios gargalham largamente com esta decisão. Não consigo ficar quieto, não consigo parar de procurar, não faz parte da minha natureza. Talvez o melhor seja disfarçar; é isso mesmo, vou disfarçar, fingir que não estou á procura do amor, pode ser que ele assim se deixe ser encontrado. Dizem-me que o amor não se procura, que não se encontra, ele encontra-nos a nós. Pois bem, mas como é que eu sei que ele está à minha procura? Como é que se encontra uma coisa se não se procurar por ela? Para todas as respostas há sempre uma pergunta e vice-versa.

Enfim, logo se verá o que o destino me reserva. É de salientar que não acredito no destino. Granda contradição.

Boa noite e até amanhã.

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