Ser humano. Bom ou mau?

O ser humano é mau por natureza podendo vir a ser bom, ou é bom por natureza podendo fazer algumas maldades?

Aqui está um pergunta que tem muito que se lhe diga. Na minha modesta opinião, acho que isso varia de um ser humano para outro. Há pessoas que são más por natureza, de uma crueldade atroz, capaz de inflingir sofrimento ao próximo sem qualquer dó ou piedade; e talvez, mas apenas talvez, uma ou duas vezes na vida, metam a mão na consciência e façam algum bem. Há também outras pessoas que são boas por natureza, talvez demasiado boas e que por vezes são maus para com o próximo.

Eu, por exemplo, embora em tempos me tenha auto-intitulado de “anjo”, abri os olhos e não me considero nenhum anjo, longe disso. Sou uma pessoa que se sente bem a ajudar o próximo, principalmente aqueles de quem gosto, independemente do que me possam ter feito. Sou uma pessoa que perdoa sem sequer pensar nas consequências que isso possa trazer para mim, os meus momentos de maior felicidade são quando faço alguém de quem gosto feliz; nunca espero nada em troca a não ser um sorriso genuíno de felicidade. Talvez seja esse o meu maior erro, as pessoas que me são próximas estão tão habituadas a ver-me sempre ou quase sempre lá, sempre disposto a ajudar com um sorriso na “fronha”; quando uma única vez eu peço algo em troca, algum reconhecimento, uma palmadinha nas costas, seja o que for, estranham logo, páram logo e pensam: “Peraí! Eu não estou a conhecer este gajo!” e há até quem pense pior, tipo: “Mas quem é que ele julga que é para me pedir alguma coisa em troca? Então quer dizer que ele só me ajudou para que eu lhe desse isto ou fizesse aquilo! Interesseiro!!!!”.

Se formos a ver bem uma das caraterística de quase todas as relações (amizade ou amor), são os “joguinhos”, os subterrefúgios, aquelas coisas que não se dizem directamente. Pois é, eu detesto jogos, há de certeza muita coisa que não digo, mas também não atiro indirectas; há também muita coisa que digo, directamente, cara-a-cara. Tento sempre evitar discussões, principalmente quando vejo logo à partida que vai ser uma discussão inútil, daquelas em que um fica com os pedais e o outro com a bicicleta. Acho que essas discussões só servem para provocar stress, desgaste físico e psicológico, e quando acabam o assunto continua na mesma por resolver.
Há uns anitos atrás uma namorada minha disse-me: “Sabes qual é o teu problema? Tens muito medo de dizer as coisas!” o que não deixa de ser verdade, eu sempre tive medo de dizer as coisas, sempre tive medo de magoar a pessoa de quem gosto, sempre tive medo de a perder só porque mandei uma bacorada qualquer no calor do momento. Actualmente esse medo ainda lá está, mas de certa forma consigo vencê-lo, já digo as coisas directamente, mesmo arriscando-me a perder alguém por causa disso. Ainda há muitas situações em que prefiro ficar calado, as tais discussões inúteis e evitáveis, mas de resto cresci, amadureci, como acho que é perfeitamente normal.

Boa tarde e até logo.

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