Divagação pseudo-épica.

Dissertação ou divagação? Eis que não consigo encontrar uma definição correcta para os meus derrames cerebrais. Lembrei-me de escrever este post pseudo-épico; resolvi chamá-lo de pseudo-épico porque considero que apenas obras como “Os Lusíadas”, “A Odisseia” ou “A Ilíada”, entre outras, são obras épicas, sendo que os meus derrames ficam muito aquém destas obras literárias. Considero que aquilo que os meus textos são escritos num estilo directo e cuidado, embora não muito cuidado; podiam ser melhores nesse sentido. Acho também que são derrames cerebrais, que normalmente apenas interessam a quem tem também derrames cerebrais, e ainda que dou vários erros, normalmente erros de simpatia. Não estou a afirmar com isto que não gosto do que escrevo, muito pelo contrário, eu gosto do que escrevo, sinto-me bem a escrever estas verborreias ou melhor, fluências excessivas de palavras (não inútil).
Ao deambular pela blogosfera, deparo-me por vezes com blogs muito bons, muito bem escritos e que me deixam com uma pontinha de inveja; não, não é inveja mesquinha, é apenas aquela “invejazita” do tipo “eu também quero!”. Tenho plena consciência que não escrevo mal, ou melhor, sei que até escrevo razoavelmente bem, no entanto gostaria de poder por vezes escrever um pouco melhor, conseguir fazer com que as pessoas que me leiam, sintam aquilo que eu sinto quando escrevo. Sei que isso acontece ocasionalmente, mas na maior parte dos casos não tenho essa certeza; é apenas uma suposição. Provavelmente este texto irá demorar o dia todo a escrever, uma vez que estou no trabalho; apesar de ter a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, como por exemplo, estar a falar ao telefone com um colega técnico, a discutir assuntos de trabalho, e ao mesmo tempo estar a escrever isto. Tenho duas linhas de raciocínio paralelas e uma não interefere na outra quase nunca, há apenas algumas excepções. Há pequenas alturas em que tenho que dedicar mais atenção ao trabalho, pequenos pormenores que exigem um pouco mais de concentração.
Dito isto, acabei de ser interrompido, a minha atenção foi desviada para outros assuntos, nomeadamente de trabalho, mas já aqui estou a escrever novamente. Este texto já começa a ganhar “volume”, mas mesmo assim ainda acho que está curto. Possivelmente será uma seca monstruosa ler tudo de uma ponta à outra, mas há sempre quem gosta de ler e segue o texto todo até ao fim. Já me disseram várias vezes que quantidade não é qualidade, e eu concordo plenamente com isso, mas será que isso me impede de escrever longos textos? Não, claro que não, eu posso e consigo escrever qualidade em grandes quantidades (Jazuz, que eu sou mesmo cagão).

Reparei há poucos minutos atrás que hoje é sexta-feira treze, aquele que, apesar de não ser supersticioso, considero o meu dia da sorte. Sim, é verdade, as sextas-feira treze são para mim dias de sorte, normalmente acontece-me sempre alguma coisa boa. Nestas últimas semanas, todos os meus dias têm sido dias de sorte, porque tem acontecido sempre alguma coisa boa todos os dias, tem havido sempre alguma novidade. Até posso repetir a mesma experiência do dia anterior, mas não é igual; pode ser semelhante, mas há sempre algo de novo. O dia hoje começou extremamente bem, tal como os anteriores, mas há uma diferença: O trabalho tem estado a correr muito bem. Sinto-me a trabalhar com vontade, com gosto e vejo os resultados a aparecer. Não me têm aparecido situações frustrantes, daquelas em que vemos as coisas a desmoronarem e não podemos fazer nada para o impedir. Em consequência disto, o tempo tem passado bastante depressa, já é meio-dia e meia, daqui a pouco vou almoçar e quando menos der por isso já acabou mais uma semana de trabalho e posso descansar na paz e no conforto de um abraço sem ter horas para acordar. Pois é, amanhã já é fim de semana, não tenho quaisquer planos nem quero ter, prefiro deixar as coisas andarem no seu ritmo normal. É extremamente difícil ou raro encontrar alguém que tenha um ritmo de vida e biológico igual ao nosso e eu acredito … não … eu sei que encontrei essa pessoa. Temos fome ao mesmo tempo, temos sono ao mesmo tempo, apetece-nos descansar ou fazer “mappling” ao mesmo tempo. É algo que não consigo explicar ou descrever; eu, que sempre tive uma enorme facilidade em descrever situações, sentimentos, emoções, estou agora sem conseguir descrever na totalidade aquilo que sinto. Descobri recentemente que não dá para quantificar o que sinto, nem mesmo a felicidade que sinto. Alguém me disse que esperava que eu agora fosse mais feliz do que era anteriormente. Pois é, não posso dizer que sou mais feliz ou menos feliz do que era, digo apenas que é completamente diferente. É diferente de tudo o que já alguma vez experimentei, está a ser tudo uma novidade para mim, está a ser uma experiência única, inesquecível. Aprendi a gostar de mim novamente, aprendi a ter mais confiança em mim próprio e em quem está comigo, aprendi a ser e sentir-me seguro; mas também aprendi a dar segurança, confiança, amor entre muitas outras coisas.
Ao fim de algumas horas a escrever isto, a inspiração começa a acabar (convém lembrar que não escrevi tudo de tacada, fui interrompido algumas vezes). Ou se calhar não, existe uma forte probabilidade de me ocorrer outra ideia qualquer antes de acabar de escrever esta frase. É a minha velha e querida tendência para ter novas ideias enquanto escrevo sobre uma qualquer coisa qualquer. Olha, que giro, este é o endereço do meu primeiro blog “umacoisaqualquer”, obviamente alojado no blogspot.com. Pois, estou a desviar-me demasiado do assunto. Já começo a procurar desesperadamente por alguma coisa que me permita continuar com esta divagação pseudo-épica. Vejo-me a chegar a um ponto em que qualquer coisa é assunto de conversa. Daqui a pouco começo a falar nas abelhas e nos passarinho, ou então no pai natal, ou se calhar até no coelhinho da Páscoa.

Ok, eu calo-me! Mas eu não estou a falar, muito pelo contrário, até estou muito caladito. Estou apenas a comunicar por escrita, solto palavras para o notepad, para depois as transferir para o blog.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *