A vingança

é uma coisa tão mesquinha, tão pequena! Apesar de às vezes sentir o desejo de me vingar, detesto vinganças, não servem qualquer objectivo bom, só conseguem trazer mal e sofrimento. Trazem sofrimento a quem a pratica e a quem é alvo delas. O que é que leva as pessoas a esperarem pacientemente, guardarem religiosamente tudo e mais alguma coisa para um dia, mais tarde, atirarem com tudo o que têm para cima de outra pessoa? É aquela coisa da vingança se servir fria? Credo… Get a life! Que raio de necessidade é essa de alguém estar sempre a ver se arranja conflito? Eu sinceramente não acho isso saudável, muito pelo contrário, acho que é uma atitude doentia. Mas afinal somos adultos ou quê? Quer-se parece extremamente maduro e depois as atitudes são de uma criança mal-educada. Algo do tipo: “toma, toma! Ataquei-te! nha, nha!”.
Vejo atitudes de vingança idiota constantemente, mas o mais giro é que não me atingem, passam completamente ao lado. Não, escrever este texto não é uma atitude de vingança, não é um criticar de alguém em específico só porque sim. Estou apenas a constatar factos, relatar e reflectir sobre acontecimentos da minha vida. Se alguém se picar com este texto ou levar o que escrevo à letra, azarucho. Citando um belo cliché: “A carapuça só serve a quem a enfia!”. Há pessoas que vivem única e exclusivamente através do conflito, porque quando as coisas estão muito calmas, sentem-se inseguras, ou talvez entediadas, não sei. Há pessoas que são capazes de passar uma vida inteira com picos de extrema felicidade e picos de extrema depressão ou raiva, e o mais curioso é que essas pessoas estão convencidas que isso é viver a vida ao máximo. Pois é, não gosto desse modo de vida e não o aceito para mim, ou melhor, aprendi a não o aceitar. Mas ainda há mais características que essas pessoas têm, como por exemplo serem donos da verdade suprema, ou seja, nunca se enganam, têm sempre razão. E levam esta maneira de pensar a limites extremos, qualquer opinião que seja contrária à deles, é automaticamente rejeitada como sendo incorrecta; mesmo em situações sobre as quais o conhecimento não chega nem a um por cento da totalidade da mesma. São pessoas que pegam numa situação que lhes tenha acontecido e sobrepõe-na religiosamente a todas as situações semelhantes que lhes possam acontecer posteriormente.
Este assunto dava aqui pano para mangas, poderia ficar a dissertar o resto da tarde e se calhar não me fazia mal nenhum; afinal de contas escrever é uma forma de desabafo, e eu estou a precisar de cortar na casaca. Eu de facto sou uma pessoa que me pico pouco e cada vez menos; é rara a carapuça que me sirva. Mas de vez em quando atingem-me em pontos que eu não gosto e dá-me para isto. Enfim, tinha de mandar isto cá para fora.

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