Domingo

Faltam cerca de dez minutos para terminar mais um domingo, quando assim de repente me surgiu uma ideia para escrever qualquer coisita. Já há muito tempo que não sentia uma preguiça desta proporção. Passei o dia todo a sentir-me preguiçoso. Não se enganem, eu até fiz muita coisa, estou a pé desde as seis e picos da manhã, dormi duas horitas entre as dez e o meio-dia e de resto não tenho parado. Talvez seja do tempo, ou talvez não.

Durante o tempo que andei na rua, reparei nos habituais transeuntes domingueiros. Os casais que resolvem ir passear a um qualquer supermercado ou centro comercial, as pessoas que vão às compras à mercearia habitual [esta coisa das grandes superfícies fecharem ao domingo à tarde é uma chatice!!]. No meio de tudo aquilo que observei durante o dia de hoje, aquilo que mais sobressaiu foram os “condutores de domingo”, apelidados assim por só conduzirem o seu carro aos domingos. Se antigamente se usava a expressão “veste o teu fato de domingo” agora poderia utilizar-se uma expressão mais actualizada, tipo: “traz o carro de domingo”.

Eu fiquei impressionado com a quantidade de azelhas que apanhei. Era uma proporção demograficamente exagerada [Não me perguntem números, não trabalho no INE.]. Ele era o carro que entra em sentido contrário numa rua de sentido único, ele era fazer pisca para a esquerda e virar à direita, ele era conduzir quase parado; enfim, uma miríade de coisas fantásticas. A característica mais curiosa destes condutores é que na sua grande maioria acham-se os melhores condutores do mundo; e quando fazem asneiras a culpa é sempre dos outros.

Vou-me deitar que o meu mal é sono.

Boa semana para todos. :o)

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