Consciência e a respectiva “logia”

Transcrevo aqui um excerto do livro: “Second Foundation” de Isaac Asimov.

“Speech, originally, was the device whereby Man learned, imperfectly, to transmit the thoughts and emotions of his mind. By setting up arbitrary sounds and combinations of sounds to represent certain mental nuances, he developed a method of communication – but one wich in its clumsiness and thick-numbed inadequacy degenerated all the delicacy of the mind into gross and guttural signalling.
Down – down – the results can be followed; and all the suffering that humanity ever knew can be traced to the one fact that no man (…) could really understand each other. Every human being lived behind an impenetrable wall of choking mist within wich no other but he existed. (…)
Grimly, Man had instictively sought to circumvent the prision bars of ordinary speech. Semantics, symbolic logic, psychoanalysis – they had all been devices whereby speech could either be refined or by-passed.”

Concordo. Acho que a linguagem verbal é extremamente limitativa. Várias vezes discuti isto com a minha amada e ambos concordamos que há coisas que não se conseguem descrever através da linguagem verbal. Na frase anterior está um exemplo claro da limitação que a linguagem verbal é limitativa. Eu escrevi que “Várias vezes discuti isto…”. Ao ler isto qualquer pessoa poderá pensar que estive numa discussão de zanga, ou, por outro lado, poderá pensar que estive apenas numa discussão argumentativa; em ambos os casos é uma troca de argumentos, opiniões, ideias, etc. Seja ela zangada, irritada, raivosa, amena, emocional ou racional.

Experimentem utilizar a linguagem verbal para descrever qualquer coisa. Aquilo a que uns chamam mesa, para outros pode se chamar cadeira, e muitos mais exemplos há. É claro que isto não é de modo algum uma verdade absoluta, no entanto tem tanto de verdade como o contrário.

3 thoughts on “Consciência e a respectiva “logia””

  1. também posso dizer que concordo, não só por gostar bastante do asimov (e certamente que esse excerto terá um contexto mais específico), mas também pela força das evidências.. quantas vezes todos nós não perdemos imenso tempo a tentar chegar a um consenso, quando as palavras apenas parecem atrapalhar e conduzir a equívocos? enfim, nada como aqueles momentos mágicos em que não é preciso palavras e os olhares dizem tudo!

  2. Sobretudo, as atitudes dizem quase tudo :o)
    Mas as palavras, muitas vezes, se tivermos o gosto de as dissecar – e com isto quero dizer conversar, com gosto, quase até à exaustão ;o) – ajudam a esclarecer coisas menos claras.

    Não tenho dúvidas que o corpo, os gestos, a forma como nos movemos, como nos sentamos, tudo isto vai dando pistas… se estivermos atentos, claro!
    Ai o bom do Asimov! :o)))

    PS – o comentário removed era meu cof cof eheheheh

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