Experiência

Conscienciologia, o que é?

Será algo vindo de um bando de loucos? Ou algo vindo de um bando de fanáticos religiosos ou fundamentalistas?

Com estas questões pretendo abordar o assunto enquanto raciocínio lógico para fornecer as respostas para quem lê, mas principalmente fornecer respostas para mim. Colocarei aqui várias possibilidades e, inevitavelmente, aquela que fizer mais sentido “para mim” é a correcta “para mim”.

Pouco sei sobre conscienciologia. Aquilo que sei é o que tenho ouvido de pessoas que conheço ligadas a essa área e algumas coisas que tenho lido na net. Há um princípio básico da conscienciologia (se é que lhe podemos atribuir tal título), que diz o seguinte:

“Não acredites em nada do que dizemos, experimenta por ti próprio e tira as tuas conclusões.”.

Pois então, é isso mesmo que estou a fazer, estou a experimentar, ou melhor, estou a experienciar por mim próprio. Estou a conversar comigo próprio, debatendo sobre o que é a conscienciologia. Não creio que esta “logia” seja uma coisa de loucos, fanáticos ou fundamentalistas, embora acredite que existam tais pessoas que apregoam serem conscienciólogos.

Eu acho sinceramente que um conscienciólogo é alguém que apresenta muitas semelhanças a um filósofo. Afinal de contas para se atingir ou ter consciência de algo, tem que se pensar e filosofar nada mais é do que pensar.

Em conversa com a minha consciência amada (refiro-me a ela como consciência amada porque acho que a linguagem que utilizamos para definir a nossa companheira é demasiado limitativa), ambos constatámos um facto curioso; em várias experiências ou experienciações de conscienciologia, nos congressos ou reuniões de conscienciologia, nunca se ouve música. Ambos nos perguntámos porquê. Existe uma explicação plausível: para nos concentrarmos no assunto em questão, a música seria uma distracção. Mas eu pergunto: Será que seria mesmo uma distracção?

Porque não fazer uma experiência de pensamento acompanhada de música que nos faça entrar em êxtase? Seria uma experiência deveras interessante.

Cria-se um paradoxo interessante aqui. Por um lado temos os conscienciólogos que me dizem “Não acredites no que te dizemos, experimenta”. Conscienciólogos que praticam sessões de debate, de pensamento, congressos, fazem experiências em laboratórios, etc. E tudo isto sem qualquer música por ambiente ou mesmo parte integrante das experiências. Pode-se deduzir que não querem que as experiências sejam feitas com música. Mas porque não? É certo que não me dizem para realizar as minhas próprias experiências sem música, no entanto vendo as experiências deles (para mim visualizar também é experienciar) e nunca vendo música, sou levado a crer que a música numa experiência de conscienciologia é quase como um tabu.

Nestes últimos seis meses tenho atingido níveis de lucidez que não conheci em toda a minha vida anterior. Tenho aprendido com a minha consciência amada, tenho debatido com ela, tenho pensado por mim próprio. No fundo acho que é isto mesmo que é a conscienciologia.

A conscienciologia é ver, ouvir, tocar, sentir, pensar, falar; é caminhar para uma maior lucidez, é tentar ganhar uma consciência cada vez maior do universo em que vivemos. Acredito que quanto mais cresço mentalmente, mais consciência tenho do que me rodeia, quanto mais penso, mais perto fico da verdadeira iluminação cósmica, o deter da consciência total de modo a transcender deste mundo físico para um universo extra-físico. Ao escrever isto poderei parecer um fanático religioso, mas isto não tem nada a ver com religião. Está tudo relacionado com o mentalssoma, a nossa mente; sobre a qual sabemos tão pouco. Acho que quando o nosso mentalssoma controlar o nosso psicossoma, consguiremos quebrar, não, ultrapassar todas as barreiras do universo físico. Convém no entanto referir que termos a nossa mente com pleno controlo sobre as nossas emoções, não faz de nós robots. Não devemos confundir pessoas frias e supostamente racionais com pessoas que atingem este nível de consciência.

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