Createnergia

Já não escrevo há algum tempo. A minha criatividade é, tal como a de todos nós, aleatória. Não aparece todos os dias e muito menos quando queremos…
Passei por um periodo na minha vida em que escrevia todos os dias, e por vezes mais do que uma vez num dia. Nessa altura, tal como hoje, escrevia tudo aquilo que me vinha à cabeça, no entanto muitas das coisas que eu escrevia eram ideias inspiradas noutras ideias; eu via uma ideia que gostava e resolvia fazer o mesmo, mas à minha maneira. Não era plágio, porque eu não fazia uma cópia, simplesmente pegava na ideia e representava-a à minha maneira.
O resultado desta adapação das ideias dos outros era uma corrente infindável de textos. Hoje em dia deixei de o fazer, aquilo que escrevo é o fruto da minha própria imaginação, da minha criatividade.

Sou um criativo por natureza, nunca sei quando é que a criatividade me vai surgir, por isso tento aproveitá-la ao máximo. Agora está a surgir-me aqui um desse momentos criativos, estou a acalmar e ao mesmo tempo o meu interior está a começar a fervilhar com ideias. Não, não são bem ideias, são palavras, é isso mesmo, um monte de palavras que surgem na minha mente e que eu vou debitando para o teclado muito rapidamente; tentando ser tão rápido a escrever como o meu cérebro é a pensar nas palavras.

Já várias vezes tenho escrito textos sobre a minha escrita, sobre a minha criatividade, sobre se escrevo muito ou pouco. Pode-se pensar que são todos iguais, que é tudo um pouco mais do mesmo, mas na verdade apesar de serem semelhantes, são apenas descrições do meu interior em cada um desses momentos. Sim, é verdade, todo este texto, bem como os anteriores, são descrições do meu interior. Talvez poucos o consigam ver dessa forma, mas sinceramente não é isso que me interessa, eu já deixei de me importar com o que os outros pensam do que eu escrevo há muito, muito tempo atrás.

Tenho cerca de oito minutos para acabar de escrever este texto, sei que se fizer uma interrupção para continuar depois, já não o consigo continuar, a energia que aqui está dentro já não é a mesma, nem tem a mesma intensidade. Ouço música e vou escrevendo enquanto queimo os últimos minutos antes de ir para casa. Está neste momento a decorrer um teste, daí eu poder escrever. Faz parte do meu trabalho, fazer testes.

Há e sempre houve uma grande criatividade em mim, mas só há pouco tempo comecei a realmente deixá-la sair cá para fora, seja na forma que fôr, pintura, música ou escrita. Sabe-me bem, adoro deitar tudo cá para fora, sinto a criatividade como uma energia muito forte, e eu tenho que usar essa energia, transformá-la em arte, algo de bonito. Bonito para mim. Mais uma vez, se os outros acham que é bonito ou não é a opinião deles, o mais importante é que eu goste e que me tenha dado prazer. E cada vez mais estou a ter prazer, muito prazer em criar.

Hoje acordei rabugento, ranzinza, mal-disposto, ou algum estado semelhante que queiram. Até ter deixado uma mensagem no teu voice-mail não me tinha apercebido porque razão é que eu estava assim. Eu na verdade estava nervoso, ansioso, preocupado, e tu sabes bem porquê. Já estive assim mais vezes, mas esta foi a primeira em que eu consegui demonstrar isso claramente, sem margem para enganos ou outras interpretalções. Consegui exprimir o que sentia, e soube-me bem, muito bem. Depois de ter falado contigo, de esclarecer tudo, acalmei, fiquei tranquilo. E agora aqui estou, oito minutos depois de ter começado a escrever este texto e pronto para me ir embora.

Boa tarde e bom fim de semana.

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