Os cartões de pontos.

Quantos de vocês têm um cartão de pontos? Aqueles pontos do supermercado ou das gasolineiras, etc.
Até aqui nada de estranho, eu próprio tenho alguns desses cartões. Aquilo que acho estranho, é algo que tenho observado na àrea de serviço onde costumo ir beber o café. Acho estranhíssimo a refilice e zanga que as pessoas criam à volta dos pontos. Como é que é possível que alguém entre em stress e, em alguns casos, seja agressivo com a pessoa que estiver a atendê-lo só por causa de meia-dúzia de pontos que não foram actualizados no cartão, ou por causa de um brinde que vai deitar fora assim que tiver uma oportunidade?
Reparo que as pessoas andam com uma febre do “grátis”. Fazem tudo para receber um brinde, uma oferta, qualquer coisa que seja gratuíta.
Eu conheço pessoas que se dão ao cúmulo de ir comprar algo que não gostam só porque esse “algo” está a oferecer uma t-shirt ou algo parecido. Conheço pessoas que compram uma pizza familiar só porque desse modo oferecem uma segunda. É claro que depois vai uma pizza e meia para o lixo, porque a pessoa sozinha não consegue comer tudo, mas não interessa, foi oferecido.
Na área de serviço onde costumo ir beber café, quase todos os dias vejo pessoas a irem reclamar porque os pontos oferecem alguma coisa que ainda não receberam, ou porque a máquina não está a atribuir os pontos correctos.

Enfim…

2 thoughts on “Os cartões de pontos.”

  1. Vê-se mesmo que não andas de Metro… 🙂
    Quem tem o azar de estar a oferecer algo à entrada, como é o caso de iogurtes, chocolates ou bebidas, corre o sério risco de ser esmagado pela multidão. Só não acontece o mesmo em relação às publicações gratuitas (Metro e Destak), porque já se sabe que o português não é muito dado à leitura de jornais.

  2. Não preciso de ir ao Metro para ver isso. De vez em quando aparecem na empresa onde trabalho, umas mocinhas a oferecer as mesmas coisas e eu bem vejo como a malta se atropela para conseguir levar o máximo possível de amostras grátis. E não, não ando de Metro. Fazia-o todos os dias há uns anos, mas depois deixei-me disso. Fiz uma cura. É que o Metro, com todos os seus inconvenientes, é viciante… he he he :o)

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