Comboios

««Uma terça-feira qualquer de 2006»»

Sempre tive um grande fascínio por comboios. Acho que quase todos os rapazes gostaram de comboios em alguma fase da sua vida. De toda a maquinaria e tecnologia que o homem já inventou, o comboio continua a ser a minha maquina de eleição.
Hoje vim a Sta. Apolónia para apanhar o Alfa-Pendular para Aveiro e logo assim que passei pelas enormes portas de entrada senti o cheiro tão característico dos comboios, o díesel. Não é um cheiro igual ao dos carros a gasóleo, é algo diferente, único. É um cheiro que só os comboios têm. Fui confirmar o horário do comboio e de seguida fui beber um café, mal entrei na pequena cafetaria comecei a ouvir um grilo; às nove da manhã!! É tão curioso, ainda a semana passada vim aqui buscar uma amiga minha e ouvi o mesmo grilo, só que daquela vez ouvi-o do lado de fora da cafetaria, ao passar pelas linhas quatro e cinco a caminho da linha um.
Enquanto bebia o meu café encostado ao balcão, senti uma coisa a passar por cima dos meus pés, olhei para baixo e vi um pombo. Só nessa altura é que, ao seguir o pombo com o olhar, me apercebi que havia mais dois pombos a passear no meio da esplanada… dentro do café?!?!?! Mais curioso ainda foi reparar no sinal que estava pendurado numa coluna a dizer “Por favor não alimentar os pombos”.
Saí do café, para a plataforma e admirei o velho edifício; linhas arquitectónicas antigas, tijolo e ferro por todo o lado. Os carris ferrugentos de lado e polidos por cima. Todas as linhas estão vazias excepto uma. Nessa está uma composição de oito carruagens, branca com uma risca verde a todo o comprimento. De acordo com o horário era o comboio Lisboa-Madrid. Entrei no comboio, sentei-me no banco e segui viagem.

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