Música

Assim como quem não quer a coisa estou a escrever umas músicas. Não, não estou a escrever uma letra, estou apenas a escrever ao som de “Iguazu” de Gustavo Santaolalla. Esta música faz-me arrepiar. É um instrumental de cordas. Se não me engano é mandolim.
Ouço isto e arrepio-me.
A energia sonora fluí com uma leveza impressionante. A certo ponto surge um som mais grave e contínuo, que entra pelo meu peito a dentro e o faz vibrar.
A música é curta e logo de seguida entra outra. Chama-se “Rites” de Jan Garbarek. É ritmada, e muito suave. A música dá-me conforto. Pratos de uma bateria acompanham um sintetizador e um maravilhoso saxofone. É outro som arrepiante, algo que mexe cá dentro.
Ouvir música é um prazer que não dá para descrever. Só dá para sentir, é algo que nos pode levar a um estado de “êxtase”. Algo que eu costumo chamar de estado zen. Relaxa, suaviza, tranquiliza. É uma das melhores formas de comunicação que eu conheço. É uma forma de comunicação que se molda. Aquilo que o artista transmite pode não ser o que o ouvinte interpreta, mas não há qualquer risco de má interpretação. O ouvinte ouve e gosta ou então não gosta. A mesma música produz efeitos completamente distintos em duas pessoas diferentes.
Ambas a músicas que referi aqui pertencem à banda sonora do filme “The Insider” com Al Pacino e Russel Crowe. Entre os artistas encontram-se, Lisa Gerrard, Pieter Bourke, Graeme Revell, Gustavo Santaolalla e Massive Attack.

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