Tributo.


Tens andado inquieto nestes últimos dias. O que se passa contigo? Assustas-te com algum movimento mais súbito ou algum ruído inesperado. Onde está a tranquilidade que mostras aqui?

És um elemento muito importante nesta família, na minha família. Logo desde o dia em que te fomos buscar a Santarém. Eras uma coisinha tão pequenina e redondinha. Com umas orelhitas enormes em relação ao resto do teu corpo.
Ainda me lembro de ti no meio dos teus manos. Todos estavam a brincar uns com os outros, mas tu, levantaste a cabecinha, olhaste para nós e vieste ter connosco. Peguei em ti e encostei-te ao meu peito. Imediatamente começaste a ronronar e foi aí que vímos. Não fomos nós que te escolhemos, foste tu que nos escolheste. Cabias na minha mão e agora, quase dois anos depois pesas cinco quilos.
És tranquilidade e ao mesmo tempo rebeldia. Consegues o equilibrio entre ambas e transmites isso sem qualquer dificuldade ou esforço. És aquele que tão depressa brinca e morde como a seguir te encostas, pedes e dás mimos no meio de um ronronar profundo.
Por tudo isto sou-te grato, por seres parte da família que fomos construindo.

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