Algo escrito

Tenho uma série de textos escritos no meu bloco. Uma grande parte deles escritos a um sábado. Eu refiro aqui o dia da semana em que foi escrito só porque me apetece, porque gosto de localizar os meus escritos cronologicamente. No entanto, apesar de me lembrar que foram quase todos escritos a um sábado, não me lembro em que sábado foi. Quer dizer, até me lembro dos mais recentes, porque foram há pouco tempo.
Comecei a escrever o parágrafo anterior ontem à tarde, mas parei por ali por motivos de força maior. O meu raciocínio foi interrompido e depois não consegui retomar onde parei. Estas coisas acontecem, ou podem acontecer a qualquer um. Claro que acontecem.
Por exemplo, agora aconteceu novamente. Estava já bem encaminhado a escrever o segundo parágrafo quando algo tomou a minha atenção e novamente tive que interromper o raciocínio. Pois, mas desta vez acho que estou a conseguir recuperá-lo, ou pelo menos estou a conseguir continuar a escrever.
Não tem que ser necessariamente sobre o mesmo assunto, pode ser sobre outro assunto. Aliás, até pode ser sobre qualquer assunto; afinal de contas eu é que sou o escritor, eu é que decido qual é o assunto sobre o qual vou escrever.
Com esta postura, talvez arrogante ou prepotente, arrisco-me a incomodar alguém, arrisco-me a que não me leiam, mas enfim… c’est la vie.

Começo agora outro parágrafo. Credo… mas claro que é um parágrafo, não é necessário estar a avisar que estou a começar um parágrafo novo. A partir do momento em que termino uma frase com um ponto final e mudo de linha estou a terminar um parágrafo e a começar outro.
Pois, tal e qual como estou a fazer agora.
Isto é um parágrafo, antes também era e antes disso também.
Estava eu a dizer ontem que já tenho vários textos no meu bloco de sábados. Sim, resolvi chamá-lo de Bloco de Sábados.

Ah, ha… agora que já perdi o fio à meada um porradão de vezes, vou tentar recuperá-lo novamente.
Qual recuperar qual quê. Isto agora começa tudo de novo. Pode ser que este texto fique uma confusão desgraçada, mas pelo menos é escrito com prazer. É aquela vontadinha que dá de escrever. Não interessa sobre o quê nem porquê, a única coisa que interessa é mesmo escrever, satisfazer o gosto aos dedos.

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