Abstuntas

Está uma bela de uma tarde cinzenta de quinta-feira quase a meio de abril do ano dois mil e sete. Este começo é só para deixar a cronologia bem estabelecida. Mas, porque razão preciso eu de estabelecer a cronologia? Porque é de extrema importância para o entendimento deste texto. É claro que o entendimento de que eu falo é apenas o meu entendimento. Não estou muito interessado em partilhar o porquê de uma cronologia tão extensa. Na verdade nem eu sei porque razão assim a escrevi. simplesmente apeteceu-me escrever; numa falta de assunto para começar o texto, acabou por sair uma coisa destas.
Tal como há quem comece os seus textos a falar de batatas, ou do sol, ou até mesmo de coisas nacionais. “O que é nacional é bom”. Isto é o que dizem uns certos indivíduos que, assim de repente resolveram começar a fazer ameaças a torto e a direito. Pois, são nacionalistas, só querem o que é nacional, são xenófobos, dizem que os estrangeiros/imigrantes devem voltar todos para os seus países de origem e que o é nacional é que é bom.
Conheci um destes pseudo-nazis quando era mais pequeno. Afirmava-se pró-raça branca, o branco é superior e todas essas tretas. Actualmente mudaram ligeiramente o discurso. Começaram a incluír o pessoal dos países de leste nos seus discursos pseudo-nacionalistas.
Vamos então dissertar um pouco sobre o nacionalismo desta malta.
Afirmam-se nacionalistas, no entanto não são capazes de alojar o seu fórum num servidor Português, de uma empresa Portuguesa. O seu fórum, cujo nome não divulgo, está alojado num servidor de uma empresa norte-americana. “Mas eles gostam muito dos americanos!” dizem-me em resposta. Pois, são tão nacionalistas mas resolvem baixar as calcinhas aos norte-americanos. É claro que isto explica muita da sua aprendizagem enquanto xenófobos. Mas espera… isto é contraditório com o pseudo-nazismo, porque os americanos não gostam de nazis. Ah… isso são apenas “pruminores”…
Os ditos nacionalistas, rapam as cabeças e tal, porque assim é mais radical. Dá para ver melhor os galos que têm nas cabeças. As botinhas que todos ou quase todos usam, sabem, aquelas com biqueira de aço, pretas, “qu’é pra andar à biqueirada aos pretos… he he he”; essas boas, são as famosas “Doc Martins”, fabrico Norte-Americano, importadas e vendidas a peso de ouro. Ups… afinal é mais uma coisa que não é Portuguesa.

No fundo, resumindo muito a coisa. Estes abstuntas não passam disso mesmo… uns abstuntas com a mania que são gente.

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