O Sono

O que é o sono? É contagioso? Se é, como é que se apanha? Porque é que o temos?
Acho que este assunto é perfeito para começar a primeira página da segunda metade do meu bloco. Sim, pois é, com este texto começo oficialmente a segunda metade de meu bloco de sábados… notas.
O sono é um estado pelo qual todos nós passamos; um estado físico e/ou por vezes mental.
Na sua componente física o sono atinge-nos o corpo todo, com especial incidência em algumas partes:
Os olhos ficam secos, as pálpebras começam a pesar, a cabeça começa a pender – provocando as famosas cabeçadas na atmosfera – a capacidade de falar fica reduzida, traduzindo-se geralmente num ligeiro enrolar das palavras. Há também os bocejos, que normalmente são um claro sinal de sono, mas que na maior parte das vezes são apenas um sinal claro de hiper-oxigenação do cérebro. Quantas vezes não acontece estarmos a bocejar imenso e quando nos deitamos, convencidos de que estamos com sono, ficamos às voltas na cama sem conseguir adormecer.
É claro que quando começamos a bocejar, as pessoas que estão perto, também começam a bocejar. Daqui vem a noção de que o sono é contagioso.

Porque é que temos sono? Porque o nosso corpo precisa de descanso e esta foi a forma que o corpo encontrou de nos avisar do que precisa.

O ser humano é, de uma forma muito básica, composto por duas coisas, o corpo e a mente.
O corpo, algo que muitos chamam de máquina, a nossa parte física, palpável, como qualquer massa física neste universo está em permanente transformação; crescimento, evolução, mudança, envelhecimento, etc.
Células velhas morrem, outras novas nascem, engordamos, emagrecemos, crescemos.
A nossa mente, alma, espírito, ou o nome que lhe quisermos dar, é o que comanda o nosso corpo, que o opera e que o mantém a funcionar.
Acredito que muito pouco se sabe sobre esta coisa que até se pode chamar anti-matéria. Isto porque, se o nosso corpo é palpável, logo, é matéria. Então a nossa mente, consciência, alma, espírito, é algo que não é palpável, logo será anti-matéria.

Se o nosso corpo não desse sinais físicos à nossa mente do que está a precisar, então a nossa mente nunca iria agir de acordo. Por exemplo, se o nosso corpo não nos desse sinais de que está a precisar de descansar (bocejo, olhos pesados e secos, pouca força, etc.) então a nossa mente não se iria aperceber de nada e nós só pararíamos quando caíssemos para o lado. O mesmo se passa com a sede, a fome, a necessidade de ir à casa de banho, etc.
Deduzo então que a nossa mente controla o nosso corpo, mas ao mesmo tempo é regulada pelos sinais que o corpo lhe dá. Ou seja, a nossa mente dá ordem ao corpo para dormir, mas só o faz depois de ter recebido sinais físicos que indicam a necessidade de dormir.

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