Ahnnn!!!

É sexta-feira à tarde… mas é mesmo à tarde… porque podia ser de manhã, de noite, ao fim da tarde ou de madrugada ou até mesmo ao amanhecer. Mas não… é sexta-feira à tarde. o Dia está lindo.. não… a tarde está linda… asism é que é… é sexta-feira à tarde, a tarde está linda. Apesar do calor, os peixes ali no lago estão bastante fresquinhos, os pássaros não se estão a queixar… ah… mas também os peixes estão dentro de água, por isso mesmo devem estar fresquinhos… e os pássaros também não se queixam, porque andam a voar e tal levam com o vento na tromba e tal… mas mesmo que eles tivessem muito calor, não se iam queixar… os pássaros não se queixam… acho eu. Pois, mas então… era sexta-feira à tarde… não, não, não… não era… enfim… É sexta-feira à tarde, está um calor do camandro… lembram-se do camandro, aquele que é parecido com o catano, que por sua vez é primo do calor e que é companheiro de tropa do erro que está casado com a asnneira que é a irmá da dúvida e que … credo… já chega…
hummm… aahmmm… errr… shhhh…
É sexta-feira à tarde, está um bruto de um calor… quer dizer, o calor não é bruto, quanto muito pode ser brutal, agora bruto não é de certeza. E mesmo assim, não sei bem se o calor é brutal. apetece-me beber um café e uma água bem fresquinha, estou cheio de sede.
É sexta-feira à tarde, está buéda calor, os peixes estão no lago, os pássaros voam e largam caganitas em vôos picados tipo F-16, um carreiro de formigas passa ao lado do meu pé direito, provavelmente a levar comida de um sítio qualquer de volta para o formigueiro (credo… bicho trabalhador.. meeeddooo). Um pouco mais à frente está alguém sentado a fumar um cigarro enquanto conversa com outro alguém que está de pé a beber um café. O fumo sobe e dissipa-se no ar acima. Pelo canto do olho vejo um pássaro aos pulinhos um pouco afastado à minha esquerda. Viro-me para ele e sento-me no chão. Enquanto fumo o meu cigarro calmamente, sem movimentos bruscos, observo o pássaro. É o meu amigo de peito laranja. Vira a cabeça ligeiramente de lado para me observar. Aos poucos vai-se aproximando de mim, pulinho após pulinho. O mais próximo que ele chega é à distância de um braço, mas eu deixo-o estar. Circula ali à minha volta, pulinhos e saltinhos, algumas bicadas no chão.
Levanto-me devagar, apago o cigarro e volto para o trabalho

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