A Genética de ser uma pessoa matutina.

Retirado daqui

The genetics of being a morning person

By John Timmer | Published: March 09, 2007 – 02:50PM CT

Alguém que já batalhou com as diferenças de fusos horários compreende a força que o nosso relógio biológico tem. Colocado em cima de um uma expressão rítmica de um número de genes, o relógio controla aquilo a que chamamos “Ciclos Circadianos”, que regulam tudo desde o nosso sono aos estados metabólicos. Embora o ritmo possa adaptar-se a mudanças nos nossos horários ou horas diurnas, fá-lo de uma forma lenta. Com isto temos a vantagen de evitar que uma “noitada” estrague uma semana inteira, mas é terrível para que viaja muito. No entato, novas provas mostram que as diferenças genéticas podem ter um efeito profundo na forma como o nosso cérebro se comporta durante um cíclo circadiano normal.

Biólogos identificaram os genes que controla os ciclos circadianos e descobriram que muitos deles são usados em espécies desde as moscas aos ratos. Nas moscas um desses genes é chamado período; os mamíferos têm três versões deste gene, PER1-3. Mas os primatas têm uma versão única do gene PER3. Na maioría dos mamíferos, uma secção do gene composta de 18 amino-ácidos é repetida quatro vezes. Em alguns de nós, primatas, há cinco cópias dessa repetição.

Num artido que foi divulgado em Current Biology uma equipa de pesquisa decidiu verificar se esta repetição era significante na função do ritmo circadiano. Recrutaram dois conjuntos de indivíduos, uns com duas cópias da versão de quatro repetições do PER3, e outros com duas cópias da versão de cinco repetições. Submeteram-nos depois a uma série de testes que registaram o seu comportamento durante o sono e as suas funções circadianas.

Ambos os grupos tiveram um ciclo circadiano norma, os níveis hormonais e genéticos entre ambos eram indistintos, enquanto mantiveram o seu horário normal de sono. O grupo que tinha a versão de cinco repetições adormecia mais depressa e uma vez a dormir, o seu cérebro mostrava um perfil de actividade muito diferente. Electro-Encéfalogramas mostraram uma actividade superior durante períodos específicos de ondas-curtas e sono REM.

Diferenças maiores surgiram quando ambos os grupos eram mantidos em luz fraca constante durante 40 horas seguidas. Após 20 horas acordados, os indivíduos com a versão de cinco repetições mostraram muito mais sinais de sonolência e os resultados dos testes de atenção, tempo de reacção e coordenação motora foram muito piores.

Os autores do estudo sugerem que, até certo ponto, aqueles indivíduos que têm a versão de cinco repetições do gene PER3 são geneticamente pessoas matutinas. Adormecem mais rapidamente e atingem elevados níveis de akerta rapidamente durante as manhãs, mas não conseguem aguentar longos periodos sem sono.

Pois, não sei bem que tipo de pessoa sou. Sei que pr um lado sabe-me bem dormir até tarde, mas por outro detesto porque fico com a sensação de ter perdido uma boa parte do dia. Adormeço muito rapidamente. E não passo sem a minha “power nap”. :o)

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *