Politiquices.

Eu que sou uma pessoa que não ligo patavina à política, resolvi escrever sobre isso.
Há vários fenómenos muito curiosos que acontecem no nosso país. O fenómeno da Oposição e o fenómeno da Crítica e do queixume.

A oposição:

Muito pouco ou nada sei de política, apenas tiro as minhas conclusões com base no ambiente que me rodeia, das notícias que vou lendo aqui e ali. Acho, no entanto, que isso será suficiente para formar uma opinião sólida sobre a política neste país e principalmente sobre a oposição.
Eu acho que ser da oposição neste país implica ser absolutamente do contra, afinal de contas o próprio nome implica isso; ser da oposição = pertencer ao grupo dos que se opõem, ou seja dos que são do contra. Qualquer proposta que o actual governo apresente, a oposição faz o seu trabalho, opõe-se. Até pode concordar e aprovar a proposta mais tarde, no entanto a posição inicial é sempre ou quase sempre, do contra.
Há alguem neste país que me consiga explicar porque razão é que isto acontece? Francamente, isto só me faz lembrar o Argument Sketch dos Monty Python.

M: Ah, Is this the right room for an argument?
A: I told you once.
M: No you haven’t.
A: Yes I have.
M: When?
A: Just now.
M: No you didn’t.
A: Yes I did.
M: You didn’t
A: I did!
M: You didn’t!
A: I’m telling you I did!
M: You did not!!
A: Oh, I’m sorry, just one moment. Is this a five minute argument or the full half hour?
M: Oh, just the five minutes.
A: Ah, thank you. Anyway, I did.
M: You most certainly did not.
A: Look, let’s get this thing clear; I quite definitely told you.
M: No you did not.
A: Yes I did.
M: No you didn’t.
A: Yes I did.
M: No you didn’t.
A: Yes I did.
M: No you didn’t.
A: Yes I did.
M: You didn’t.
A: Did.
M: Oh look, this isn’t an argument.
A: Yes it is.
M: No it isn’t. It’s just contradiction.
A: No it isn’t.
M: It is!
A: It is not.
M: Look, you just contradicted me.
A: I did not.
M: Oh you did!!
A: No, no, no.
M: You did just then.
A: Nonsense!
M: Oh, this is futile!
A: No it isn’t.
M: I came here for a good argument.
A: No you didn’t; no, you came here for an argument.
M: An argument isn’t just contradiction.
A: It can be.
M: No it can’t. An argument is a connected series of statements intended to establish a proposition.
A: No it isn’t.
M: Yes it is! It’s not just contradiction.
A: Look, if I argue with you, I must take up a contrary position.
M: Yes, but that’s not just saying ‘No it isn’t.’
A: Yes it is!
M: No it isn’t!

O Fenómeno da crítica e do queixume.

Todos os dias ouço pessoas no café que se queixam do estado das coisas, os preços, a crise… aaahh, a terrível crise que enfrentamos. Anda tudo sem dinheiro para comprar o pão, a carne, o leite. Anda tudo a apertar o cinto porque não há dinheiro..

O curioso no meio disto tudo é ver que as mesmas pessoas que se queixam, têm em sua posse telemóveis topo de gama, cada vez que sai um telemóvel novo vão a correr comprá-lo, alguns até pdas têm (mesmo que não lhes faça falta nenhuma), já para não mencionar no bom do tom-tom no carro. Sim, os únicos percursos que fazem de carro são os passeios de fim de semana à praia de Carcavelos porque não há dinheiro para ir de carro para o emprego todos os dias. Desde que instalaram o bendito do aparelho de GPS só lhe deram uso real e útil uma vez (talvez… Até podem nunca ter dado uso útil). Tudo o que seja nova tecnologia de ponta eles têm que ter, não interessa se não há dinheiro para comer, porque para isso a malta queixa-se no café com os amigos, mas a alta-tecnologia é que não pode faltar.

Por outro lado, todos os dias encontro pessoas a falar mal deste governo. Ora é porque o governo aumentou os impostos quando disse que não o ia fazer; ou porque o Sr. Ministro diz que é engenheiro, mas afinal não é., entre muitas outras críticas.
O mais engraçado é que as mesmas pessoas que falam mal do governo são as pessoas que votaram no governo de que tanto falam mal.

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