Perguntas, perguntas

Qual é o vosso objectivo de vida? Qual é o sentido da vida? Porque razão é que existimos?

Todos nós (acho eu) fazemos estas perguntas em algum ponto da nossa vida. Eu pelo menos já as fiz. Quanto a respostas, isso já é algo que muito honestamente não tenho. Quer dizer, na verdade eu até as tenho, mas creio que serão apenas as minhas respostas.

Eu já tive várias respostas a estas perguntas, ou melhor, já tive várias variantes das mesmas respostas; no entanto se analisar bem, as respostas vão sempre dar ao mesmo, a única coisa que muda é a maneira como eu dou essas respostas e como ajo em relação a isso; mas este é apenas o meu caso.
Cada um de vocês terá e provavelmente já teve várias respostas ao longo da vida, ou apenas teve uma única resposta; cada um já encontrou os seus objectivos de vida e provavelmente deu por si a mudar esses objectivos de vida à medida que as coisas mudam à sua volta.

Estas questões, muitas vezes chamadas de “dúvidas existênciais”, sempre existiram nas nossas mentes e já muitos filosofaram e dissertaram sobre elas. Existem religiões que apresentam as suas respostas, existem ramos da ciência que apresentam outras respostas, gurus, líderes, entre muitos outros, enfim, cada um apresenta as suas respostas; enquanto que esta ou aquela resposta serve para um, dois ou uma multidão de pessoas, não servem para outras. Por esta razão eu apenas tenho as minhas respostas e elas apenas servem para mim; não se trata de um egoísmo tipo “é meu e só meu”, trata-se mesmo de ser eu próprio a fazer as perguntas, encontrar as respostas a essas perguntas e agir sobre essas respostas. É uma coisa interior; poderia dizer que é um “trabalho” interior, no entanto esta palavra tem uma conotação que não se adequa ao que estou a descrever.

As respostas a estas e outras perguntas não podem ser-nos impostas por outros, isso só acontecerá se nós o permitirmos. Nós deixamo-nos moldar pela sociedade em que estamos inseridos porque assim o permitimos. Por exemplo, se a nossa sociedade nos diz que temos que trabalhar até morrer, nós só aceitamos isso se quisermos. Não estou a defender que temos que nos revoltar, ou ser do contra (e eu tenho uma enorme tendência para ser do contra), apenas acho que temos que olhar para dentro e ver o que é que queremos para nós; e se aquilo que queremos para nós coincide com aquilo que a sociedade diz que está correcto, tudo bem, se não coincidir, também está tudo bem. Não faz sentido nenhum que se faça algo só porque o outro também o faz. Não faz sentido nenhum encontrar as nossas respostas nas respostas de outros.

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