O Pai Natal..

Será que o Pai Natal existe? Será que não? Nunca fui muito de acreditar no Pai Natal, quando era pequeno, as pessoas mais velhas na família (Tias-avós, etc.) falavam-me que era o Menino Jesus que trazia as prendas; as únicas referências que me lembro do Pai Natal eram da televisão e dos livros de banda desenhada. Como sempre fui muito curioso, fartava-me de perguntar se o Pai Natal existia, quem era o Menino Jesus. Mesmo apesar de sempre saber que eram as pessoas que me compravam os presentes.

Hoje, numa conversa com um colega, ele disse-me que ia mudar de emprego; imediatamente perguntei o que é que ele ia fazer, e ele disse que ia ser Pai Natal, assim só trabalhava um dia por ano. Depois eu disse que o Pai Natal passa o ano todo a fabricar os presentes para oferecer no dia de Natal, etc. e ele respondeu que quem faz isso são os duendes; e, claro está, isto deu filme.

Então! O Pai Natal existe, é aquele senhor nórdico, gorduchinho, simpático e alegre, que se veste com um fato vermelho, cinto preto, gorro vermelho com um pon-pon branco na ponta, botas pretas.
Aqui há uns anos atrás, talvez muitos, mas não tantos assim que pareça uma eternidade, o Pai Natal conduzia um trenó puxado por seis renas, entre as quais se encontrava o Rudolfo, a rena do nariz vermelho. Era tipo o farol de stop de um carro, mas à frente.
Nos dias de hoje os grupos de defesa dos animais obrigaram o Pai Natal a não usar as renas para puxar um trenó porque é demasiado pesado e porque os animais sofrem com isso. Então ele resolveu deixar as renas a pastar neve no Pólo Norte (Sim, neve. No Pólo Norte não há relva) e conduz agora um híbrido de última geração; A princípio ainda pensou em arranjar uma Ford Transit, mas depois como aquilo poluí muito e o Pai Natal precisa de um transporte ecológico, ficou-se pelo híbrido.
Tendo em conta que o Pai Natal só conduz o carro uma vez por ano, é claro que de vez em quando tem alguns acidentes; falta de prática, claro.

Diz-se também que na fábrica do Pai Natal estão lá muitos duendes a trabalhar para ele para fabricar todos os presentes que ele depois vai oferecer no dia de Natal. Há uns anos atrás, os duendes pertenciam todos ao proletariado, trabalhavam de sol a sol e o ordenado era péssimo. Com a mudança dos tempos o Pai Natal foi despedindo os seus duendes e começou deixar o fabrico todo em “outsourcing”. Aos poucos substituiu os duendes por outros provenientes de umas empresas novas que surgiram; qualquer coisa como “trabalho temporário”.

É claro que o Pai Natal reduziu muito nos custos.

Continuo ainda sem perceber onde é que o menino Jesus encaixa no meio disto tudo e ainda também não sei bem quem é que trás os presentes, se é ele ou o Pai Natal.

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