Algo curioso

Quando se largam palavras para o papel ou neste caso para o computador, há muita coisa que vem agregada a isso. Sentimentos, emoções, estados de espirito e coisas assim. Tenho fases de actividade, umas em que escrevo mais e com maior regularidade outras nem por isso. Já me apercebi que quando não estou a dedicar a minha atenção a ninguém em particular escrevo mais e quando estou emocionalmente envolvido com alguém teno tendência a escrever menos ou se calhar é apenas coincidência.
Além destas “fases” ainda há várias formas diferentes de escrita. Umas vezes escrevo sem parar, outras sem pontuação ou até mesmo grandes dissertações. Depende de várias coisas como a minha energia mental, a rapidez dos meus pensamentos, as minhas emoções.
Hoje, por exemplo, acordei com uma rabugice monstra, já não me sentia assim há bastante tempo. Tenho os meus momentos de rabugice aqui e ali, mas assim forte como hoje já lá vai algum tempo. Só me apetecia refilar, gritar, sei lá… Não estava zangado, estava simplesmente rabugento.
Observei o que se estava a passar, tente perceber o que era e não cheguei a conclusão nenhuma. Não estava a conseguir perceber porque razão estava rabugento, até que cheguei a um ponto em que desisti de tentar perceber; simplesmente aceitei que estava rabugento e não me iria preocupar mais com isso. Nesse momento a rabugice começou a desaparecer, como se fosse um dia cinzento a limpar para mostrar o sol em toda o seu explendor num fundo azul de um céu limpo.

Várias vezes eu chego à conclusâo que há coisas que não são para entender, são apenas para sentir e deixar ir. Algumas vezes é fácil fazer isso, largar, outras vezes é mais difícil. Acho que está a ficar cada vez mais fácil deixar as coisas passar por mim e seguirem caminho em vez de ficar agarrado a elas.

Tenho que recarregar as baterias, estou a ficar sem carga.

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