Aguardar ou não…

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Há dias e dias e hoje é um desses dias. Um dia daqueles que começa e depois acaba. E nada acontece pelo meio. Não compus música hoje, mas re-gravei algumas antigas com um “remaster” pelo meio.

A inspiração é uma coisa muito curiosa. Há, talvez, quem diga que para se estar inspirado é necessário estar a sofrer e, de certa forma, o artista criativo e sofredor é, historicamente, bastante prolífero. No entanto isso nem sempre é o caso. Há artistas que são muito criativos e não estão em sofrimento. Acho eu.

Há alturas em que escrevo imenso, componho, entre outras coisas e há momentos mais parados, em que não tenho nada para dizer ou transmitir. Não sei em que fase me encontro… afinal, estou a escrever. Mas se calhar não estou em “sofrimento”… Esta não está a ser uma fase muito produtiva, por outro lado, também não é uma fase parada. Estou algures pelo meio; escrevo algo, componho umas músicas aqui e ali.

Tenho alguns “projectos” a decorrer, ou melhor, estou à espera que eles dêm frutos. E depois lá vêm os dois lados da coisa: “Quem espera sempre alcança” e “Quem não arrisca não petisca. É preciso ir à luta pelo que se quer.”

Ambos têm razão… ate certo ponto. Neste momento não posso fazer nada mais do que já fiz, não há mais luta para lutar; resta-me apenas esperar pelo resultado de tudo o que já fiz. Ou se calhar estou enganado. Se calhar ainda há batalhas para travar. Se calhar ainda há muito que fazer. E se há, então o que é? O que é que falta ainda fazer? O que mais posso fazer? Será que há outras formas de lutar? Certamente que há, mas quais são… desconheço-as.

Resta-me então aguardar pacientemente e ir verificando as coisas de tempos a tempos.

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