Tristeza

O tempo custa a passar quando estou em casa. Há coisas que batem muito forte, mais ainda quando são acrescentadas a outras que já existem. Sei bem o que não é bom para mim e no entanto continuo a caminhar para lá, continuo a ir de encontro ao que não me faz bem. O que é que eu retiro disso? Qual é o meu “ganho”?

Não é assim tão simples. No meio de tudo, aquilo que me deixa a sentir mal também me faz sentir o extremo oposto.

Acordei de um sonho bom que tinha rasgos de pesadelo. Algo muito estranho; algo que eu fiz ou que não fiz; algo que me fizeram e do qual eu sou o único responsável ou mesmo culpado.

Sinto-me apenas profundamente triste, sinto-me injustiçado, sinto-me agredido… Senti-me gravemente atacado e respondi que nem um Tigre ferido, deitei as garras de fora e arranhei profundo. Sim, sou um pequeno filho da puta quando me sinto atacado e tenho que… não… não tenho que nada… QUERO aprender a resolver isto, a não deitar as garras de fora desta maneira, a ser melhor a comunicar.

Arranhei e está a doer-me. Foi como se tivesse espetado as garras no meu coração… bem fundo.

Não sinto pena de mim próprio, não sou nenhum “desagraçadinho” ou uma “vítimazinha”. A verdade é que me sinto muito triste e sei que com o tempo isto irá passar… Para já, é o que sinto.