Escrita

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Gosto de escrever. Uma das ocasiões em que escrevo é quando estou a ouvir música e a fazer tempo enquanto espero por algo. Nem sempre escrevo coisas de jeito ou, se calhar quase nunca. No entanto não interessa se é de jeito ou não, a única coisa que me importa é o bem que me sabe escrever, deitar cá para fora aquilo que me surge na cabeça, aquilo que estou a sentir. Sempre foi muito mais fácil para mim escrever do que falar. Há mais de trinta anos que sou uma pessoa fechada, silenciosa. Eu não era assim, era um puto completamente extrovertido, expansivo, metia conversa com toda a gente que se cruzasse no meu caminho. Da minha infância retive a minha bondade, o meu desejo de ver os outros felizes, a minha criatividade e imaginação… e guardei dentro de mim, lá bem fundo, essa expansividade, essa alegria de viver.

Estou agora a tentar resgatar tudo isso, a tentar tomar conta de mim. É difícil, mudar hábitos e padrões com mais de trinta anos… Há várias pessoas que ajudam nessa tarefa, no entanto o trabalho é todo meu. Estou a re-aprender a amar-me e está a saber bem.