Coisas multiplas

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Que coisa tão curiosa… Há pouco tive um desejo que já não sentia há anos: apeteceu-me fumar um cigarro. Será que estou a entrar num ciclo auto-destrutivo? Não fumei, claro. Foi um desejo que durou apenas uns escassos segundos e no entanto fez-se sentir.

Hoje mantive-me relativamente ocupado, foi um dia … razoável, teve coisas boas, mas não posso dizer que foi bom. Já chega de dizer que está tudo bem quando isso não é verdade. Vou sentindo as minhas dores, vou tendo saudades, sinto alguns desejos de me aproximar e vou resistindo a esses desejos. Estou a aprender a gostar de mim e por isso, enquanto as coisas forem como eram não me posso aproximar. A aproximação faz-me mal à saúde emocional, reabre feridas e eu não quero isso para mim. Por muitas saudades que sinta, mantenho-me distante.

Agora escrevo directamente para ti. Tu sabes quem és. Sei que não vais ler isto. Não passas por aqui a não ser que eu te diga que escrevi algo para ti. Já te dei o endereço deste blog várias vezes e não o memorizaste. Creio que não é importante para ti o que eu escrevo… mesmo quando te é dirigido directamente. As cartas que te escrevi foram lidas e descartadas, entraram a cem e saiu a duzentos, ou pelo menos essa é a minha interpretação ou percepção do que foi a tua resposta ou reacção a elas. Ou então se de facto tiveram algum impacto ou provocaram algo em ti, não mo mostraste.

Tiveste sempre a mesma atitude, não posso negar que foste consistente e coerente. O que não quer dizer que eu consider que tenha sido uma atitude correcta comigo, mas enfim… Nada posso fazer quanto a isso… há muito que ouço dizer: “As atitudes ficam com quem as pratica”.

Sinto novamente que não posso confiar em ninguém, não me posso entregar a ninguém. Quando me entrego saio magoado… invariavelmente. A responsabilidade é minha, sim… e sei que mais cedo ou mais tarde entrego-me novamente. Como dizia o Sr. Martin L. Gore em “The Bottom Line”:

Like a cat dragged in from the rain
Who goes straight back out to do it all over again
I’ll be back for more
Something that is out of our hands
Something we will never understand

It’s a hidden law
The apple falls
Destiny calls
I follow you

Like a pawn on the eternal board
Who’s never quite sure what he’s moved towards
I walk blindly on
And heaven is in front of me
Your heaven beckons me enticingly

When I arrive it’s gone
The river flows
The wise man knows
I follow you

I’m yearning I’m burning
I feel love’s wheels turning
Like a moth on love’s bright light
I will get burned each and every night

I’m dying to
The sun will shine
The bottom line
I follow you

I’m yearning I’m burning
I feel love’s wheels turning
Like a moth on love’s bright light
I will get burned each and every night

I’m dying to(o)
The sun will shine
The bottom line
I follow you
The sun will shine
The bottom line
I follow you

Martin L. Gore (Depeche Mode)