(des)confinamento

Com tanto confinamento, distanciamento e isolamento pouca coisa mudou na minha vida.

Sempre fui uma pessoa muito caseira que estava razoavelmente bem com a minha própria companhia. Sim, tenho plena consciência que tenho os meus momentos. Sou uma pessoa que precisa do contacto humano e do toque de outra pessoa. No entanto, isso não significa que eu não goste de estar sozinho. Muito pelo contrário estou muito bem na minha pele.

Como eu dizia, pouca coisa mudou para mim com esta pandemia. Deixei de fazer alguns dos passeios que fazia, deixei de estar com as pessoas (as raras ocasiões em que estava).

Agora que estamos a começar a sair à rua novamente, vim dar o meu primeiro passeio desde que me fechei em casa a meio de março.

Nota: fechei-me em casa, mas não deixei de sair para ir ao supermercado ou para dar as minhas caminhadas à beira-mar.

Portanto, cá estou eu a passear por Leiria, num final de tarde assim a puxar para o cinzento. O sol recusa-se a mostrar a cara por aqui. Gosto desta cidade, das pessoas daqui, do ambiente. Já não vinha cá há pouco mais de um ano.

Não consegui estar com as pessoas que queria e mesmo assim a viagem foi proveitosa. Já tinha saudades de passear assim pelo nosso país.