Existência

Não sou muito dado a dúvidas existênciais, normalmente tenho sempre as minhas coisas simples no fundo da minha mente, sendo a mais presente: “qual é a utilidade real do trabalho que eu faço?”. Acho que é uma dúvida perfeitamente válida.

OK, no fundo aquilo que eu faço serve apenas para que os meus patrões consigam vender as coisas que faço, para depois me pagar o meu salário que me vai pôr comida na mesa.

Pode-se dizer que o que descrevi acima é uma razão perfeitamente válida, no entanto, qual é a real utilidade do que faço? Na verdade? Não é nenhuma. Não serve absolutamente para nada a não ser alimentar uma cadeia absurdamente grande de dinheiro e ganância. Médicos, enfermeiros, cozinheiros, professores, entre tantas outras profissões, são verdadeiramente úteis, agora aquilo que eu faço!!! Meh.. não serve para nada, não salva vidas, não alimenta ninguém, não ensina nada, etc.

Mas enfim, não era sobre isto que queria escrever. Comecei por dizer que não sou muito dado a dúvidas existênciais. No entanto, ocasionalmente tenho assim umas questiúnculas que percorrem a minha mente. Mas nada de coisas tipo: “qual é o objectivo da minha existência?”. As minhas perguntas, questões ou dúvidas são mais algo como: “quando e como é que vou ter respostas às perguntas que faço?”

É claro que não sei. Não faço a mínima ideia quando é que vou obter esse esclarecimento. No fundo acho que também não estou muito preocupado com isso. Acho que só preciso mesmo de fazer assim, um pouco de “venting” e depois isto passa.

Enfim, como dizia o outro: “as coisas estão tão melhores depois que fiquei louco”.