Dualidade

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Ocasionalmente surge uma dualidade de sentimentos que nos apanha de surpresa e assim sem darmos conta damos por nós num estado de “sei lá como estou”. É uma certa tristeza, misturada com tranquilidade, temperados com aceitação. Creio que o sentimos é perfeitamente natural e tem duas origens; umas chegam-nos do nosso ser adulto e outras da nossa criança interior. Noutros tempos, eu estaria a reagir com a minha criança interior e qual tranquilidade qual quê; seria um desespero puro. No tempo presente estou mesmo a reagir com a minha “adultez”, daí talvez a minha sensação de tranquilidade.

De facto sinto-me triste e sei exactamente porquê. Sei que a tristeza vez da minha criança interior, de uma certa sensação de abandono, falta de ser visto e reconhecido, falta de atenção mesmo. Se reagisse como criança, faria uma birra e estava o assunto arrumado, mas não sou. No entanto, reajo com a minha tranquilidade tão característica, entendo perfeitamente porque é que me sinto assim e entendo que não há nada que possa fazer em relação a isso. Limito-me a reconhecer-me, a ver-me e principalmente a aceitar-me a mim próprio tal e qual como sou.

Aceito como sou e como estou, sinto e sinto-me e aceito.

Amanhã é outro dia