As coisas do tempo

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Já há algum tempo que não escrevia sobre as coisas. Aquelas coisas que existem mas que normalmente não lhes sabemos dar nome. Ou talvez não queiramos chamá-las pelo nome correcto. Não sei…

Sei apenas que estou a preferir chamar as coisas de “coisas”. Não me interessa o que fazem, para que servem ou o que são. São coisas que fazem cenas e que servem para coisos.

É giro escrever assim sobre estas coisas sem ter rumo nem destino. Vou simplesmente despejando em palavras as ideias que vou tendo sobre as coisas e tento manter uma certa lógica de forma a que a escrita sobre as coisas faça algum sentido.

Por falar em sentido, há coisas que não fazem sentido nenhum mas há outras que fazem todo o sentido. O difícil é conseguir coisar as coisas que fazem sentido das que não fazem.

Ah, é verdade: ando a experimentar o coiso. É assim tipo uma desilusão. Nós coisamos naquilo e depois alguém pode coisar também, mas no fundo ninguém sabe de nada e portanto acaba por ser um exercício de uma futilidade impressionante. Supostamente aquilo é uma coisa para conhecer coisas, mas na verdade não funciona. E se quisermos ter coisas mais avançadas temos que coisar com outras coisas que não prestam.

Acho que o meu coiso já está meio a dormir e não coisa nada que se aproveite.