Óculos de ver

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Todos os dias nós vemos a vida através de uns óculos com lentes de cor variável. Uns dias são lentes cor de rosa, outros dias são lentes pretas.

Claro que isto é tudo metafórico. No fundo k nosso estado de espírito muda e consequentemente a maneira como vemos as coisas muda também, juntamente com a nossa reacção ao que vemos e vivemos.

À medida que crescemos há uma tendência generalizada para deixarmos de usar as lentes cor de rosa. Normalmente porque a sociedade diz que essas lentes são para os ingénuos ou para as crianças. Com este tipo de pressão claro que cedemos e passamos a ver tudo com uma seriedade inquestionável, deixa de haver aquela euforia que sentíamos em criança quando sabíamos que íamos ter o que queríamos, deixa de haver aquela pureza de dar sempre o benefício da dúvida a todos, de pensar sempre que os outros são boas pessoas.

Pois eu mantenho essa visão da vida, dou sempre (ou tento dar) o benefício da dúvida. Continuo a fazer coisas boas pelos outros só pelo simples prazer de o fazer. Não confundir isto com “ser parvo” e deixar que os outros se aproveitem da minha bondade. Em tempos era difícil para mim estabelecer limites, assumo, no entanto aprendi muito bem a fazê-lo.

Está visão da vida também se aplica ao amor. Apesar de já ter amado e “desamado”, continuo a acreditar no amor. Acredito seriamente que haverá por aí alguém para mim. Não digo que seja a pessoa correcta, porque isso não existe, mas sim a pessoa que possa partilhar uma vida a dois e que juntos possamos fazer uma dupla.

Talvez eu nunca venha a encontrar essa pessoa, ou se calhar ela já me passou ao lado e nem dem dei por isso, mas isso não interessa. Se não a encontrar, tudo bem, sou feliz comigo próprio e apenas queria juntar a minha felicidade à felicidad