{"id":2316,"date":"2023-03-13T09:35:57","date_gmt":"2023-03-13T08:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/monogatari.info\/blog\/2023\/03\/13\/o-ser-social\/"},"modified":"2023-03-13T09:35:57","modified_gmt":"2023-03-13T08:35:57","slug":"o-ser-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monogatari.info\/index.php\/2023\/03\/13\/o-ser-social\/","title":{"rendered":"O ser social"},"content":{"rendered":"\n<p>Vivemos numa era em que as redes sociais governam o nosso dia-a-dia. Em que as pessoas recebem as suas not\u00edcias atrav\u00e9s de posts em blogs, vlogs, fotos, clips. E muito pouco desse conte\u00fado \u00e9 verificado quanto \u00e0 sua veracidade e, principalmente, em que o autor n\u00e3o se preocupa no mal que possa estar a fazer a outro ser humano. A audi\u00eancia, os likes, as visualiza\u00e7\u00f5es e o numero de seguidores s\u00e3o o mais importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse caminho seguiram tamb\u00e9m as cadeias de televis\u00e3o, as r\u00e1dios, os jornais e revistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Focando-me um pouco mais no micro em vez de no macro, estou a pensar nos indiv\u00edduos. As pessoas em si. Quem l\u00ea e escreve em redes sociais para passar o tempo. Falo no exemplo de uma rede como o Twitter, onde tudo e todos deixam a sua opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na teoria, o Twitter e uma rede que iria permitir \u00e0s pessoas de todo o lado estarem mais em contacto umas com as outras, trocarem opini\u00f5es, dialogar, debater ideias. Mas na pr\u00e1tica?<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica o Twitter \u00e9 a rede social das trivialidades e o \u00f3dio. Por um lado h\u00e1 quem esteja ali de passagem, escreva o seu &#8220;bom dia di\u00e1rio&#8221;, comente em algumas coisas por vezes com opini\u00f5es fortes e pouco mais. A acrescentar a isso h\u00e1 aqueles que levam aquilo na brincadeira, escrevem piadas, coisas giras que passam com os seus amigos, muitos que conheceram no pr\u00f3prio Twitter. <\/p>\n\n\n\n<p>E depois h\u00e1 os dois lados da medalha dos mais activos. S\u00e3o dois reversos da.mesma medalha. Pessoas que se apresentam como opostos em ideologia, no\u00e7\u00f5es de sociedade mas que na realidade t\u00eam ponto em que se tocam.<\/p>\n\n\n\n<p>O que h\u00e1 em comum entre estes dois grupos? N\u00e3o ouvem ningu\u00e9m que possa discordar da sua opini\u00e3o. Sentem-se atacados \u00e0 m\u00ednima voz discordante ou diferente e invariavelmente partem para o insulto como resposta f\u00e1cil e r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou aqui a defender nem t\u00e3o pouco a atacar nenhuma das partes. Entendo que cada um tem os seus motivos e raz\u00f5es para escrever da forma que escreve e n\u00e3o me cabe a mim julgar isso. Reservo, no entanto, o direito de exprimir aquilo que sinto sobre qualquer assunto. O que vejo nestas &#8220;lutas twiteiras&#8221; \u00e9 um \u00f3dio latente pelo outro. Uma constante troca de acusa\u00e7\u00f5es e insultos. Raramente vejo algu\u00e9m a tentar colocar-me nos sapatos do outro, a tentar entender porque raz\u00e3o \u00e9 que aquela pessoa diz o que diz ou age como age.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez por essa e por outra raz\u00f5es eu comente pouco, guardo muito as minhas opini\u00f5es para mim. Porque sinto que ao exprimir as opini\u00f5es e sentimentos numa tentativa de di\u00e1logo, n\u00e3o vou ser escutado. Sinto que irei receber palmadinhas nas costas de uns e insultos dos outros. E isso \u00e9 contra-producente. \u00c9 in\u00fatil.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero agradar a todos, nunca quis. Apenas gostaria que houvesse mais di\u00e1logo em vez da habitual troca de insultos surdos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos numa era em que as redes sociais governam o nosso dia-a-dia. Em que as pessoas recebem as suas not\u00edcias atrav\u00e9s de posts em blogs, vlogs, fotos, clips. 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