Assim de repente, vinha a caminhar para aqui [sendo aqui um sítio qualquer que se possa imaginar.], deu-me uma vontadinha de escrever, daquelas que já não sentia há algum tempo. Não me apetece escrever sobre nada em particular, apetece-me simplesmente escrever.

Os meus neurónios fervilham, quase sinto os meus dedos a serem picados por milhões de agulhas; sinto uma certa energia que percorre e preenche o meu corpo, começando na minha mente e terminando nos dedos.

Deixo esta energia fluír através da caneta, transmutando-se em palavras, escritas no meu bloco; está a correr de tal maneira que fica tudo rabsicado, ou melhor, rasurado. Estou a escrever uma palavra e já estou a pensar nas três ou quatro seguintes, fazendo com que acabe uma com a primeira letra da seguinte; a escrita está a ser tão rápida que estou a ficar com dores na mão.

Faço agora uma pequena pausa para enviar um SMS. É uma ideia/pensamento, ou melhor, um sentimento que percorre e preenche todo o meu ser, todos os dias. E então, “tunga”, tomá lá que vai disto, um SMS a expressar esse sentimento; Isto, é claro, na falta de poder expressá-lo pessoalmente … por agora.

Acendo um cigarro, puxo e inspiro. Observo o fumo com uma mistura de tons cinzentos e azuis, a ponta incandescente com uma cor avermelhada, a cinza que se forma à volta com tons de cinzento e branco.
– “O que disse? Fumar faz mal à saúde?! Eu sei perfeitamente o mal que faz, no entanto dá-me prazer, sabe-me bem, apetece-me fumar. E contra isto não há argumento possível. Quando eu quiser deixar de fumar, deixo!

Que giro, a minha mão direita, que segura a minha caneta de estimação já não doi tanto, mas está a começar a suar. É um facto que o meu corpo aquece com muita facilidade, mas a mão suada é, na mesma, um acontecimento curioso.

Mais uma pequena pausa, desta vez para descansar o braço; estou com uma camisola de malha com as mangas arregaçadas. Vejo os pêlos todos alinhados da esquerda para a direita, apenas na parte de cima do braço. Na parte de baixo não há quase pelos, vislumbram-se as minhas veias, grossas e salientes, transportando sangue até à extremidade do braço, alimentando e oxigenando as minhas células.

Na verdade são as artérias que fazem isso, as veias levam o sangue que transporta as toxinas para ser renovado.

Mas isto foi apenas um preciosismo.

By Pedro

One thought on “Sábado, 25.03.2006”
  1. Boa Tarde!Já tinha escrito um grande comentário mas cliquei sem querer no link do meu utilizador e perdi tudo.Resumindo muito, tinha escrito que também me sinto assim às vezes, com uma vontade louca de escrever e tenho um link no meu OUTRO DARK SIDE para o site das melhores fotos da NBC, vai lá ver que vale mesmo a pena! O resto podes ler no meu post “FOME”.

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