Começa um ano novo, o planeta completou mais um círculo às volta do Sol.

O ano que passou foi difícil. Muita coisa aconteceu. Nem tudo foi bom. Por outro lado, nem tudo foi mau.

Mas não quero ficar a navegar no passado; também não quero profetizar o futuro. Quero apenas reflectir no presente e, talvez pensar no que poderá vir a acontecer neste novo ano.

É claro que tudo é um mar de possibilidades. Nada é certo. Nós podemos sempre tentar prever o que virá no dia de amanhã, no entanto, a vida pode sempre trocar-nos as voltas. Diz o Tao que a vida é como um rio que se multiplica por vários caminhos e que o nosso futuro é determinado com base nas nossas decisões mais básicas. A escolha entre seguir pela direita ou pela esquerda ou qualquer outra direcção vai fazer toda a diferença no resultado final.

Não acredito no destino. Aquela coisa que se diz “pré-determinada”. Acho que o nosso futuro é decidido por nós. Há sempre coisas que estão fora do nosso controlo e que não podemos mudar. No entanto, podemos mudar a nossa reacção e atitude em relação a essas coisas.

Graças a está minha filosofia de vida, tenho tendência a ver tudo com um olhar mais a puxar para o positivo. Sou da opinião que andar pela vida a lamentar-me pelas coisas mas que me acontecem, não serve de nada; não traz nada de útil para ninguém.

Como referi antes, neste ano que passou, muitas coisas aconteceram. Umas boas outra menos boas e uma que me marcou profundamente, pela positiva.

Fiquei a conhecer mais profundamente uma pessoa que já conhecia mas apenas de uma forma mais curta. É um ser humano muito especial, sempre com um sorriso fantástico, sempre pronta para ajudar o próximo e com quem se pode ter longas e maravilhosas conversas. Há muito poucas pessoas com quem consigo ter este tipo de relação.

Uma delas é a minha melhor amiga de há muitos anos. Com ela há sempre assunto de conversa e quando há silêncio, nunca é daqueles silêncios embaraçados.

Com esta nova pessoa passa-se algo semelhante. Infelizmente apenas estivémos frente-a-frente três vezes, devido a moramos a uma distância relativa um do outro. De resto, falamos ao telefone, trocamos mensagens, etc. E as vezes que falamos ao telefone é sempre algumas duas horas de conversa.

Como disse, é uma pessoa fantástica, é um prazer sentir-me na aura dela, ouvir a voz dela, observar os olhos castanhos sempre a acompanhar um sorriso que irradia felicidade: “Sou uma happy person” diz ela.

A inspiração está a acabar. Já estou a olhar para o ar a pensar no que escrever mais, no entanto é difícil descrever tudo o que se passa na minha mente. É muito sentimento, muita emoção e uma dose enorme de “over-thinking”.

Um bom ano para todos.

By Pedro